Premiê irlandês recebe enxurrada de críticas por comentário sobre refém

Foto: Leo Varadkar afirmou que menina libertada no sábado pelos terroristas do Hamas foi “encontrada” depois de ter sido “perdida”
Foto: Leo Varadkar afirmou que menina libertada no sábado pelos terroristas do Hamas foi “encontrada” depois de ter sido “perdida”
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Atualizado há 3 meses | 3 min de leitura


Leo Varadkar afirmou que menina libertada no sábado pelos terroristas do Hamas foi “encontrada” depois de ter sido “perdida”

Leo Varadkar, o primeiro-ministro da Irlanda, recebeu diversas críticas por publicar nas plataformas online que uma menina que havia sido libertada pelos terroristas do Hamas foi “encontrada” após ter sido “perdida”.

Emily Hand, uma criança de 9 anos com descendência irlandesa, foi sequestrada pelo grupo terrorista e permaneceu em cativeiro por um período de 50 dias. No dia 7 de outubro, ela participava de uma festa do pijama na residência de uma amiga localizada no kibutz Be’eri.

Em um post no X, a plataforma de mídia social, o ministro de Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, respondeu às declarações do primeiro-ministro irlandês. “Parece que você perdeu sua bússola moral e precisa de uma verificação da realidade!”, escreveu.

“Emily Hand não estava ‘perdida’, ela foi sequestrada por uma organização terrorista pior que o ISIS, que assassinou a madrasta. Emily e mais de 30 outras crianças israelenses foram feitas reféns pelo Hamas e vocês estão tentando legitimar e normalizar o terror. Você devia se envergonhar!”, acrescentou.

Ao comentar a libertação de Emily, o premiê da Irlanda afirmou:

“Este é um dia de enorme alegria e alívio para Emily Hand e sua família. Uma criança inocente que estava perdida foi agora encontrada e devolvida. Respiramos aliviados. Nossas preces foram atendidas.”

Varadkar também foi contatado pela comunidade do X em resposta à publicação.

“Os termos ‘perdida’ e ‘encontrada’ são enganosos.

Emily, de 8 anos, ficou ‘perdida’ quando foi sequestrada de um kibutz por terroristas do Hamas.

Ela foi ‘encontrada’ 50 dias depois, quando foi trocada pelo Hamas por 3 prisioneiros palestinos.”

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