O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou nesta segunda-feira (3/11) que a ex-procuradora-geral do Exército, Yifat Tomer-Yerushalmi, foi detida após admitir que autorizou o vazamento de um vídeo que mostra soldados israelenses em suposta tortura a um preso palestino. A informação vem à tona três dias depois de Yifat anunciar a própria demissão, na última sexta-feira (31/10).
No domingo (2/11), dois dias depois, o caso ganhou ainda mais repercussão quando o carro da ex-procuradora foi encontrado perto de uma praia ao norte de Tel Aviv, levantando boatos sobre uma possível tentativa de suicídio. A polícia israelense negou a hipótese horas depois e informou que ela estava viva e sem ferimentos.
Na carta de renúncia, divulgada na sexta, Yifat confirmou que autorizou o vazamento em agosto de 2024 para defender a credibilidade do departamento jurídico militar. Segundo ela, o órgão vinha sendo alvo de ataques políticos.
Ela afirmou, também, que aprovou a divulgação do material à mídia numa “tentativa de combater a propaganda falsa dirigida contra as autoridades militares responsáveis pela aplicação da lei”.
Contudo, o escândalo passou a ser usado por aliados do governo para tentar barrar punições ao reservitas. No domingo, advogados dos cinco soldados pediram o arquivamento do processo, alegando que o vazamento “comprometeu a legalidade do julgamento”.
A divulgação das imagens reacendeu o debate sobre abusos cometidos contra palestinos detidos desde o início do conflito.
Fonte: Metrópoles