Qual vai ser a escalação do Brasil x Haiti? Veja
Carlo Ancelotti orienta Endrick em treino da seleção brasileira no dia 18/06, na Copa do Mundo 2026 Rafael Ribeiro e Nelson Terme / CBF
O técnico Carlo Ancelotti confirmou na quinta-feira (18) que fará algumas mudanças na escalação do Brasil para enfrentar o Haiti, nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, na Filadélfia. Apesar de já ter definido a equipe titular, o treinador fez mistério e deu sinais de que Endrick segue atrás na briga por um lugar entre os 11 iniciais.
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Ancelotti elogia Endrick e comenta opções para o ataque da Seleção
— Matheus Cunha tem mais qualidade de meia, um atacante diferente do Igor Thiago, forte nos duelos e agressivo na recuperação. Endrick não é nem um nem outro, é outra coisa. Para mim, é outra coisa. É um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar suas qualidades nesta Copa do Mundo e na próxima. Ele é paciente, não tem pressa. É muito maduro para a idade que tem. Isso é um aspecto muito importante. A família dele também é muito paciente. São aspectos importantes para um jovem —destacou Ancelotti.
Ao longo da semana, Ancelotti fez testes em todos os setores, principalmente no ataque. O treinador avaliou a volta do esquema com quatro atacantes, com Luiz Henrique na direita e Endrick por dentro, o que tiraria Paquetá da equipe. Na defesa, Danilo entrou na vaga de Ibañez, enquanto Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos foram mantidos. No meio-campo, Fabinho substituiu Casemiro ao lado de Bruno Guimarães.
— Os cartões podem influenciar. Essa é a razão pela qual mudei no último jogo. Alguma mudança vamos fazer. Alguns jogadores podem estar mais frescos do que outros. Temos que melhorar nos aspectos de equilíbrio, passe e qualidade. Temos que jogar um jogo mais intenso. Temos jogadores de qualidade, rápidos e fortes. Como equipe, temos que fazer melhor — disse o treinador.
Após o Brasil ter dificuldades no empate em 1 a 1 com o Marrocos, Ancelotti destacou as qualidades do Haiti, adversário teoricamente mais fraco do Grupo C.
— Haiti mostrou qualidade física, está bastante organizada, com sistema claro, centroavante de referência, muito alto, jogam um bom futebol com as características que eles têm. Temos que respeitar como todos os rivais. Copa do Mundo não tem jogo com resultado claro. Todos os jogos são equilibrados — afirmou.
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Elogios a Raphinha
— Raphinha pode jogar em todas as posições na frente. Jogou na direita, depois na esquerda, sempre jogou bem, e ele tem toda a confiança do mundo, para mim é um dos melhores jogadores do mundo.
Titularidade de Paquetá
— Não posso confirmar Paquetá, mas ele entrega mais controle do jogo. Todos que não jogaram bem podem ter outras oportunidades. Ele sabe que não foi bem, mas é importante e temos que considerá-lo também. Ninguém foi no seu melhor nível no primeiro tempo do primeiro jogo.
Pressão na Copa
— Tenho que lidar com a pressão, tenho experiência para isso. O jogo não foi bom contra o Marrocos. Isso me deixa crítico em relação à equipe, mas temos que fazer uma crítica positiva e construtiva. A Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo. Temos que buscar soluções. A autocrítica da equipe e dos jogadores foi positiva. Trabalhamos nesses dias para resolver isso. Acho que vamos conseguir. Sigo confiante de que a equipe vai ser competitiva na Copa do Mundo.
Estilo de jogo
— Brasil tem várias identidades. Não quero uma só. Quero que a equipe possa fazer muitas coisas. Defender com bloco baixo, atacar com qualidade, ser agressivo na frente. A identidade é clara. Mas não esperem uma identidade clara por que não quero uma só identidade. Quero uma equipe que saiba fazer muitas facetas no futebol.
Com informações de O GLOBO
