Raio em ato de Nikolas: jovem que teve as costas rasgadas recebe alta
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O adolescente que sofreu graves queimadurasapós um raio atingir um guindaste durante ato do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, no domingo (25/1), recebeu alta hospitalar na tarde desta terça-feira (27/1).
Eduardo Linhares, de 17 anos, teve as costas rasgadas pelo raio, além de sofrer queimaduras consideradas médias e graves por quase todo o corpo.
“Estava chovendo muito e, de repente, no espaço de um segundo, olhei uma explosão em cima de mim e, depois, senti como se meu corpo tivesse sido jogado para trás. Parecia que a minha alma tinha se descolado. Depois, não me lembro de mais nada”, disse em entrevista exclusiva ao Metrópoles.
Ele também relatou que teve hemorragia em um dos ouvidos, o que afetou sua audição.
Segundo a mãe do adolescente, após o choque, o menino desmaiou e ficou com braços e pernas roxos, além do rosto completamente pálido.
“Quando eu acordei, ainda no gramado, não estava nervoso, apenas fiquei tentando entender o que tinha acontecido. Ainda me sentia meio sonolento, como se fosse desmaiar novamente”, detalhou Eduardo.
Entenda
- Segundo Corpo de Bombeiros do DF, 89 pessoas foram atendidas na praça do Cruzeiro durante o ato do deputado Nikolas.
- A maioria apresentava quadro de hipotermia.
- No total, 47 pessoas foram transportadas pelas equipes do Corpo de Bombeiros (CBMDF) para unidades de saúde do DF.
- Dessas, 11 demandaram maiores cuidados médicos em função do raio que atingiu o local.
- Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), 27 pessoas deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) após serem atingidas por descarga elétrica.
- Outras 14 foram atendidas no Hospital Regional da Asa Norte.
- Não há registro de mortos.
O jovem afirmou que recobrou os sentidos quando viu a mãe tentando ajudar seu pai. “Ele estava com a mão no peito e achei que estava tendo um infarto. Nessa hora, eu me espantei e comecei a raciocinar o que tinha ocorrido”, comentou.
Temor
Naquele momento, Eduardo disse que tentou se levantar. Foi quando percebeu que não conseguia mexer nada do pescoço para baixo. “Naquela hora, algumas pessoas vieram me socorrer e me levar a uma das ambulâncias. Fiquei com medo de ter atingido alguma coisa internamente”, observou.
com informações de Metrópoles
