Saiba o que Moraes e esposa recuperam após saída da Lei Magnitsky
Hugo Barreto/Metrópoles
O governo dos Estados Unidos retirou, nesta sexta-feira (12/12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e a empresa da família, Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, da lista de sanções da Lei Magnitsky. O comunicado do Departamento do Tesouro não detalha os motivos da remoção, mas a decisão ocorre após pedido formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente norte-americano Donald Trump.
Com a exclusão, todos os bens, contas e interesses ligados ao casal nos EUA deixam de ser bloqueados, e cidadãos e empresas norte-americanas podem voltar a realizar transações com ambos, algo proibido enquanto duraram as punições.
As sanções também impediam o uso de serviços financeiros norte-americanos, inclusive cartões de crédito vinculados ao sistema americano, e impunham risco de punições civis ou criminais para eventuais violações, mesmo sem intenção, segundo as regras da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC).
O que havia acontecido quando foram sancionados
- Bloqueio de bens e interesses em território americano ou sob controle de cidadãos dos EUA.
- Proibição de transações financeiras ou comerciais com indivíduos e empresas norte-americanas, salvo autorização da OFAC.
- Risco de penalidades civis e criminais caso tentassem realizar operações proibidas, ainda que por erro.
Criada em 2012, a Lei Magnitsky permite aos EUA punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos, impondo especialmente restrições econômicas como congelamento de bens, suspensão de vistos e bloqueio de transações.
com informações de Metrópoles
