Em 2019, uma simples foto ao lado de Sergio Moro, então ministro da Justiça, virou debate público. “Tem encontro melhor?”, escreveu o cantor no Instagram. Teve quem gostou, teve quem não gostou, e um seguidor resolveu puxar Lula para a conversa, chamando o então ex-presidente de preso político e questionando Zezé sobre o governo Bolsonaro, que ele apoiava desde a campanha.
A resposta veio direta e longa. Zezé negou que Lula fosse preso político e afirmou que ele havia sido condenado por corrupção. Disse ainda que fez campanha para o petista, cedeu música sem cobrar nada, votou duas vezes e se arrependeu. Na mesma mensagem, acusou o PT de desviar recursos para países como Venezuela, Nicarágua e Cuba e concluiu dizendo que, a partir disso, passou a “defender o país”.
“O Lula não é um preso político. Ele é um preso por corrupção. Fiz campanha pra ele. Doei minha música sem nada em troca, pra campanha dele. Votei duas vezes nele, e vi que estava errado. Depois que vi que o PT desviou para Venezuela, Nicarágua, Cuba e outros países para fortalecer a esquerda na América Latina, acordei para a real. Hoje, defendo o meu país. Desculpe. Caia na real.”
Dois anos antes, em 2017, o cantor já tinha causado ruído político ao comentar o período militar no Brasil. Em entrevista ao canal de Leda Nagle, afirmou que o país não viveu uma ditadura, mas um “militarismo vigiado”, e comparou o Brasil a regimes como Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e China. A fala repercutiu e colocou seu nome no debate político ainda antes da eleição que levaria Jair Bolsonaro à Presidência.
“Ditadura é Venezuela, Cuba viveu com Fidel Castro e até hoje vive (…) Coreia do Norte, China, esses são realmente ditadores. O Brasil nunca chegou ser uma ditadura daquela de ou você está a favor ou está morto”,
Já em janeiro de 2023, com Lula novamente eleito, Zezé adotou outro discurso. Disse não ser Bolsonaro nem Lula e afirmou que torce pelo Brasil, independentemente de quem esteja no poder. Declarou não se considerar de esquerda nem de direita e defendeu que o país esteja bem acima de disputas políticas.
“Não sou Bolsonaro, não sou Lula, sou Brasil. E aquilo que acho melhor eu vou torcer. Não sou de esquerda nem de direita, mas acho que Brasil tem que estar bem, independentemente de quem esteja no poder”.
Fonte: Metrópoles