Sob efeito Trump, após queda de Maduro, Venezuela reabre canais com o FMI, indicando possível reestruturação econômica
REPRODUÇÃO METRÓPOLES
A Venezuela retomou o contato com organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial nos últimos meses em um indicativo que pode representar uma restruturação econômica do país. Os diálogos podem abrir caminho para Caracas regularizar os mais de US$ 150 bilhões em dívidas com outros países, inclusive com o Brasil.
A dívida da Venezuela com o Brasil já chega a mais de US$ 1,8 bilhão — cerca de R$ 9,8 bilhões convertidos na cotação atual —, de acordo com dados atualizados pelo Ministério da Fazenda. O país está em débito com o Brasil desde 2017 e a expectativa do governo brasileiro é que a retomada econômica de Caracas abra um caminho para restabelecimento dos pagamentos.
Com quase 10 anos de inadimplência nos pagamentos, um possível perdão da dívida chegou a ser ventilado em virtude da aproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Nicolás Maduro. Não receber os valores, contudo, não surge como uma opção palpável, conforme revelaram fontes diplomáticas ao Metrópoles em caráter reservado.
A avaliação do corpo diplomático brasileiro é que a Venezuela é um país que, apesar da instabilidade política e econômica dos últimos anos, tem capacidade de arcar com os valores devidos.
O país possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo e, desde a queda de Maduro, tem atraído investidores de todo o mundo com interesse na exploração da commodity venezuelana.
A dívida da Venezuela com o Brasil remete a empréstimos feitos pelos governos Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT) ao regime chavista para obras de infraestrutura no país. Nas primeira décadas dos anos 2000, o Brasil destinou empréstimos para realização de obras a diversos países, incluindo Cuba, Venezuela e nações africanas. As obras eram realizadas por empresas brasileiras.
COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES
