STF “quer enganar a Itália”, diz advogado de Carla Zambelli
Foto: Lula marques
O advogado Fábio Pagnozzi, defensor da ex-deputada Carla Zambelli, afirmou que o Supremo Tribunal Federal estaria tentando “enganar” autoridades italianas no processo de extradição da parlamentar.
Declarações da defesa
Segundo Pagnozzi, o governo brasileiro e o ministro Gilmar Mendes estariam promovendo uma “manobra jurídica” para facilitar a extradição de Zambelli. A acusação foi feita em vídeo divulgado pelo advogado, no qual ele afirma que pretende levar documentos diretamente ao Ministério da Justiça da Itália.
De acordo com ele, o Brasil teria informado às autoridades italianas que aceitaria limitar a extradição ao caso envolvendo porte de arma — crime que, em tese, teria pena mais branda. No entanto, a defesa sustenta que essa informação não refletiria o que ocorreria na prática.
“Vou mostrar que o Brasil está fazendo uma manobra para enganar a Itália”, afirmou o advogado.
Possíveis consequências
Ainda segundo Pagnozzi, ao retornar ao Brasil, Zambelli poderia enfrentar não apenas a pena relacionada ao caso da arma, mas também a condenação mais ampla já imposta pelo STF, que pode chegar a anos de prisão.
O advogado também declarou que a ex-deputada ficaria sujeita a decisões do ministro Alexandre de Moraes, o que, na visão da defesa, agravaria a situação jurídica dela.
Contexto do caso
O pedido de extradição ocorre em meio a disputas judiciais entre Brasil e Itália. A Justiça italiana já chegou a questionar a imparcialidade do processo brasileiro, apontando possíveis falhas no julgamento conduzido pelo STF.
Por outro lado, o governo brasileiro tem apresentado garantias formais às autoridades italianas sobre o cumprimento das penas e os direitos da ex-deputada, como parte do processo de cooperação internacional.
Situação atual
O caso segue em análise pelas autoridades italianas, enquanto a defesa de Zambelli tenta barrar a extradição alegando perseguição política e irregularidades jurídicas no Brasil
