Tarifaço 50% mexicano no Brasil: governo Lula sofre derrota e perde 1,7 bi em exportações com diplomacia ineficaz
REPRODUÇÃO PR
O governo Lula sofre mais um revés na política comercial externa com a aprovação, pelo Congresso mexicano, de um tarifaço que impõe alíquotas de até 50% sobre importações de países sem acordos amplos de livre comércio, incluindo o Brasil. A medida, sancionada pela presidente Claudia Sheinbaum e prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, atinge diretamente cerca de US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras anuais — equivalentes a 14,7% do total vendido ao México —, colocando o país como o quinto mais afetado, atrás apenas de nações asiáticas como China, Coreia do Sul, Índia e Tailândia. Setores industriais chave, como autopeças, aço, plásticos, têxteis e eletrodomésticos, serão os mais penalizados, em um momento em que a diplomacia brasileira falha em avançar negociações para um acordo bilateral mais robusto, apesar de promessas antigas.
Essa barreira protecionista expõe a fragilidade da estratégia comercial do governo Lula, que não conseguiu proteger os interesses brasileiros em meio à pressão americana sobre o México para conter produtos chineses. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alerta que os acordos setoriais existentes são insuficientes, e o tarifaço pode erodir empregos e competitividade na indústria nacional, agravando o já delicado balanço comercial. Enquanto o Itamaraty e o MDIC expressam apenas “preocupação” genérica, sem ações concretas visíveis, o Brasil acumula perdas em um parceiro importante, destacando a ineficácia em diversificar mercados e blindar exportações contra o avanço do protecionismo global.
COM INFORMAÇÕES DE DIARIO 360
