Tentativa de inclusão do Master no Minha Casa, Minha Vida envolve ex-ministro de Dilma

Facebook / Dilma Rousseff

Ex-ministro do Esporte no governo Dilma Rousseff (PT), Ricardo Leyser Gonçalves atuou para tentar incluir o Banco Master no programa Minha Casa, Minha Vida, em um modelo “sem qualquer tipo de subordinação administrativa ou financeira à Caixa Econômica Federal”. A iniciativa foi apresentada ao governo Lula durante reuniões e formalizada em ofício encaminhado, em março de 2024, ao ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.

No documento de 16 páginas obtido pela coluna Paulo Cappelli, Leyser afirma que, na condição de diretor da VBG Engenharia e Empreendimentos, a empresa desenvolveu instrumentos operacionais voltados ao Minha Casa, Minha Vida “em conjunto com o Banco Master, o Banco Digimais e o Banco Genial”. Segundo ele, a proposta foi debatida em 23 estados, em encontros que reuniram mais de 1,2 mil gestores municipais.

O objetivo era permitir que instituições financeiras privadas participassem da construção de moradias em cidades com até 80 mil habitantes. Bancos como o Master receberiam recursos da União e ficariam responsáveis por contratar construtoras para erguer as residências.

“A modalidade Oferta Pública traz vastas oportunidades ao Ministério das Cidades se o objetivo é impulsionar e dar celeridade à execução do Novo Minha Casa, Minha Vida. Essas oportunidades decorrem da natureza privada das Instituições que participam da Oferta Pública”, argumentou Leyser ao defender a participação de bancos privados.

“São instituições mais enxutas, com grande capacidade operacional e enorme flexibilidade para criar sistemas e processos que atendam às necessidades do Novo PMCMV, em especial no universo de mais de 5 mil municípios com população igual ou inferior a 80 mil habitantes”, sustentou o ex-ministro de Dilma no ofício encaminhado ao Ministério das Cidades.

“Subordinar a Modalidade Oferta Pública a qualquer tipo de subordinação financeira e/ou administrativa à CEF [Caixa Econômica Federal] significa a inviabilização da participação das instituições financeiras privadas e um desrespeito à própria CEF”, opinou Leyser.

Fonte: Metrópoles