Terras raras ganham peso em agenda diplomática entre Trump e Lula

Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem discutir a questão dos minerais críticos e terras raras durante o encontro de ambos, previsto para o mês de março.

Segundo apurou o Metrópoles com auxiliares do chefe do Palácio do Planalto, não deve haver tempo hábil para que um acordo sobre o tema seja firmado até a reunião. Também não há expectativa de que o encontro resulte em um pacto formal, inclusive porque o Brasil ainda não possui uma política definida para o setor.

A avaliação de assessores de Lula é de que o encontro pode servir para abrir caminho ao aprofundamento das discussões sobre a exploração desses minerais.

O governo americano classificou na semana passada o Brasil como um parceiro “promissor” no campo dos minerais críticos em resposta a um questionamento do Metrópoles.

“Os Estados Unidos consideram o Brasil um parceiro essencial em minerais críticos, tanto pelas imensas reservas naturais brasileiras desses minerais, quanto pela sofisticação e diversificação da economia do país”, afirmou o secretário assistente de Estado para Assuntos Econômicos, Energéticos e Empresariais dos EUA, Caleb Orr, em uma coletiva de imprensa online.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou no início de fevereiro que a Casa deve analisar ainda neste semestre a criação de um marco legal para exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil.

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos utilizados na produção de componentes de alta tecnologia e que têm extração complexa e custosa. Esses recursos são considerados essenciais para a transição energética e para o desenvolvimento tecnológico

Fonte:Metrópoles