Trump sugere controle sobre Cuba após ação no Irã: “Será quase imediatamente”; VEJA
O presidente Donald Trump durante evento na Flórida em 1º de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Nathan Howard
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (1º), durante um evento na Flórida, chamaram atenção ao mencionar Cuba em meio a comentários sobre o cenário internacional.
Segundo ele, os Estados Unidos poderiam “assumir” Cuba “quase imediatamente” após o fim da guerra contra o Irã. A fala foi feita de forma espontânea ao comentar a origem de uma pessoa presente no evento.
“E ele vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente”, disse Trump.
Em seguida, o presidente afirmou que, após a “volta do Irã”, os EUA poderiam deslocar um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para próximo da costa cubana. Ele também declarou: “Cuba tem problemas. Vamos terminar uma coisa primeiro. Gosto de terminar um trabalho”.
Trump ainda completou com uma frase de tom irônico: “Vamos parar a cerca de 100 jardas da costa, e eles vão dizer: ‘Muito obrigado. Nós nos rendemos’”. As declarações não foram acompanhadas de explicações ou detalhes sobre qualquer plano concreto, e parte da plateia reagiu com risadas. A Associated Press registrou o episódio como uma possível piada do presidente.
As falas ocorreram no mesmo dia em que os Estados Unidos ampliaram a pressão sobre Cuba com novas sanções. A ilha enfrenta dificuldades econômicas e energéticas, agravadas após o bloqueio ao envio de petróleo imposto por Washington em janeiro.
Ainda nesta sexta-feira, Trump assinou um decreto endurecendo medidas contra Cuba, com foco em bancos estrangeiros com relações com Havana e setores estratégicos como energia e mineração. Ele voltou a classificar o país como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos.
As novas sanções se somam ao embargo econômico vigente desde 1962 e a outras restrições recentes ao fornecimento de petróleo.
O anúncio coincidiu com o Dia do Trabalhador, data em que o governo cubano organizou manifestações em defesa da soberania nacional em Havana e outras cidades.
Em resposta, o chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que os Estados Unidos adotam “medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas”.
Apesar da escalada de tensão, os dois países ainda mantêm canais diplomáticos abertos, incluindo uma reunião entre representantes de ambos os governos realizada em Havana em abril.
Com informações de G1.
