URGENTE: Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado e anuncia nas redes sociais; VEJA POSTAGEM
O senador Jaques Wagner Cristiano Mariz/Agência O Globo/03/06/202
Um integrante do governo que despacha no Planalto afirma que a operação PF tornou “praticamente insustentável” a permanência de Wagner no posto de confiança. Ele afirma que não haverá, por parte do governo federal, uma postura hostil contra o petista, já que ele é um aliado de longa data. Mas pondera ser necessário o afastamento para evitar maior prejuízo à imagem do governo como um todo e da própria campanha à reeleição de Lula. Aliados também apontam que o fato de Jaques Wagner ter dito diversas vezes que não havia possibilidade de vir à tona relações suas com o Banco Master, também o enfraqueceram no posto. Até mesmo entorno do senador considerou desastrosa a entrevista de Wagner no dia da operação da PF. À Band News, o senador afirmou que iria continuar no cargo de líder do governo no Senado até decisão contrária de Lula. O parlamentar também disse que o presidente falou com ele para prestar solidariedade após o senador ser alvo de operação.
Em sinais de atuação a favor do Master, a PF citou que o senador do PT também teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) e no Senado pela aprovação de outra emenda, conhecida como “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PI-PP) e propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.
Os investigadores suspeitam da atuação de Wegner no Congresso a favor do Master em três momentos: a apresentação de emenda a uma Medida Provisória, editada em 2022, sobre o aumento da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, com autorização para empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda; na tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, a “Emenda Master”, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); na fiscalização da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB); Além disso, segundo a PF, Wagner teria recebido um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, além de regalias como o uso de aeronaves particulares e o ingresso para o camarote de um show em Los Angeles, ao custo de R$ 63,3 mil.
O ponto de conexão de Wagner com a instituição financeira se dava por meio de um ex-sócio do banco, o empresário Augusto Lima, que também foi alvo da PF ontem e tem boa relação com petistas na Bahia. Além das benesses, uma empresa do núcleo familiar do senador recebeu transferência de R$ 3 milhões de uma financeira vinculada a Lima.

Com informações de O GLOBO
