URGENTE: Quem Será o Próximo Papa? Especialista Aponta Favoritos para Suceder Francisco; VEJA LISTA

Reprodução/X
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21/04/2025 08:57 | 9 min de leitura


Por Júnior Melo, 21 de abril de 2025

O futuro da Igreja Católica está em debate. Com a saúde do Papa Francisco, de 88 anos, frequentemente questionada, especulações sobre quem será o próximo líder dos mais de 1,3 bilhão de católicos no mundo ganham força. Um recente levantamento do renomado jornalista vaticanista Edward Pentin, autor do livro The Next Pope: The Leading Cardinal Candidates, aponta os principais candidatos para suceder Francisco. A lista, compartilhada no X pelo analista Agustín Antonetti (@agusantonetti), revela um cenário diverso, com nomes de diferentes continentes e visões teológicas que refletem as divisões internas da Igreja. Confira quem são os favoritos e o que está em jogo no próximo conclave.

*Os Candidatos ao Papado*
Edward Pentin, um dos maiores especialistas em assuntos do Vaticano, listou nove cardeais que despontam como possíveis sucessores de Francisco. Cada um traz uma trajetória única, representando tanto a diversidade global da Igreja quanto as tensões entre progressistas e conservadores.

1. *Péter Erdő (Hungria, 72 anos)*
Presidente da Conferência Episcopal Húngara, Erdő é um cardeal conservador nomeado por João Paulo II. Ele se destacou por reabilitar a memória do cardeal József Mindszenty, um símbolo da resistência ao comunismo na Hungria. Sua eleição poderia sinalizar um retorno a uma linha mais tradicional na Igreja.

2. *Luis Antonio Tagle (Filipinas, 67 anos)*
Conhecido por sua carisma e proximidade com o povo, Tagle é o prefeito do Dicasterio para a Evangelização. Alinhado ao legado progressista de Francisco, ele prioriza a misericórdia e a justiça social. Caso eleito, seria o primeiro papa asiático da história, um marco para a Igreja.

3. *Peter Turkson (Gana, 76 anos)*
Ex-presidente do Dicasterio para o Desenvolvimento Humano Integral, Turkson é um moderado com forte atuação em questões sociais e diplomáticas. Sua eleição seria histórica: ele poderia se tornar o primeiro papa negro e africano, trazendo uma nova perspectiva para o Vaticano.

4. *Raymond Burke (Estados Unidos, 76 anos)*
Burke é o candidato favorito dos conservadores, apoiado pelo ex-presidente americano Donald Trump. Ele é um crítico ferrenho das reformas de Francisco, especialmente em temas como a comunhão para divorciados recasados. Sua eleição representaria uma guinada à direita na Igreja.

5. *Matteo Zuppi (Itália, 69 anos)*
Arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana, Zuppi é um progressista ligado à Comunidade de Sant’Egidio, conhecida por sua atuação em diálogo inter-religioso e mediação de conflitos. Ele é visto como um continuador do estilo dialogante de Francisco.

6. *Malcolm Ranjith (Sri Lanka, 77 anos)*
Nomeado bispo por João Paulo II e apoiado por Bento XVI, Ranjith é um tradicionalista. Ele fala 10 idiomas, mas suas posições conservadoras — como a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a proibição de mulheres servindo no altar durante missas — geram polêmica.

7. *Pietro Parolin (Itália, 70 anos)*
Atual Secretário de Estado do Vaticano, Parolin é um dos homens de confiança de Francisco. Diplomata e pragmático, ele é acusado por alguns de aproximar o papa de agendas “esquerdistas globais”. Seu perfil moderado o coloca como um candidato de consenso.

8. *Willem Eijk (Países Baixos, 71 anos)*
Arcebispo de Utrecht, Eijk é um teólogo tradicionalista que se opõe às reformas de Francisco, especialmente em questões de moral sexual e comunhão para divorciados recasados. Ele se alinha à visão conservadora de Bento XVI, o que o torna um nome forte entre os cardeais mais ortodoxos.

O Processo de Escolha do Novo Papa
A eleição de um novo papa ocorre em um conclave, um evento cercado de sigilo e tradição. Segundo dados atualizados até 21 de abril de 2025, o Colégio de Cardeais conta com 252 membros, mas apenas 135 têm menos de 80 anos e, portanto, direito a voto, conforme as regras estabelecidas por Paulo VI em 1970 e ajustadas por João Paulo II em 1996. Para ser eleito, um candidato precisa de dois terços dos votos — ou seja, pelo menos 90 votos.

O conclave acontece na Capela Sistina, onde os cardeais votam em sessões fechadas. Após cada votação, as cédulas são queimadas: se nenhum candidato alcançar a maioria necessária, a fumaça preta é emitida, indicando que o processo continua. Quando um cardeal é eleito, a fumaça branca sobe da chaminé, e o novo papa é anunciado ao mundo da varanda da Basílica de São Pedro com a tradicional saudação: “Habemus Papam!” (Temos um Papa!).

O Contexto Atual
A escolha do próximo papa será um momento decisivo para a Igreja Católica. Francisco, que assumiu o papado em 2013, promoveu uma agenda de abertura, com ênfase na inclusão, na misericórdia e no diálogo inter-religioso. No entanto, suas reformas enfrentaram resistência de setores conservadores, que defendem uma Igreja mais rígida em questões doutrinárias e morais. A eleição do próximo pontífice pode determinar se a Igreja continuará no caminho progressista de Francisco ou se adotará uma postura mais tradicional, como a de Bento XVI.

Além disso, a diversidade geográfica dos candidatos reflete a globalização da Igreja. Um papa asiático, africano ou mesmo americano poderia simbolizar uma nova era para o catolicismo, que tem crescido em regiões como África e Ásia, enquanto enfrenta desafios na Europa, onde o número de fiéis diminui.

O Que Esperar?
A lista de Edward Pentin, endossada por especialistas como o padre Gerald E. Murray, da EWTN, oferece um panorama detalhado dos possíveis rumos da Igreja. Como destacou o padre Thomas G. Weinandy, ex-membro da Comissão Teológica Internacional do Vaticano, o trabalho de Pentin “pode ajudar os cardeais eleitores a discernir quem o Espírito Santo poderia ter em mente” para liderar a Igreja.

Enquanto o conclave não acontece, católicos de todo o mundo aguardam ansiosamente. Quem será o próximo a vestir a batina branca e guiar a Igreja Católica? A resposta, como sempre, está nas mãos dos cardeais — e, para os fiéis, na vontade divina.

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