Vigilância e sigilo absoluto: como funciona a política de pena de m0rt3 na China
REPRODUÇÃO GAZETA DO POVO
A China se vende como potência tecnológica, símbolo de eficiência e modernidade. Mas, por trás dessa vitrine, mantém um dos sistemas de pena de morte mais secretos e controversos do mundo.
O país lidera o ranking global de execuções, embora os números reais sejam ocultados pelo regime desde os anos 1980. Hoje, a pena capital pode ser aplicada a 46 crimes — de homicídio e tráfico a corrupção, espionagem e separatismo — mostrando como a punição máxima também serve à preservação da ordem política e econômica.
Com julgamentos rápidos, vigilância em massa, reconhecimento facial e até “vans de execução”, a China combina tecnologia de ponta com mecanismos severos de controle social. Para críticos, trata-se de uma engrenagem em que justiça, repressão e autoridade estatal caminham lado a lado.
Enquanto grande parte do mundo avança rumo à abolição, Pequim segue usando a pena de morte como instrumento estratégico de poder, uma das contradições mais marcantes de sua ascensão global.
COM INFORMAÇÕES DE GAZETA DO POVO
