‘Zonas de sacrifício’: MP aponta atuação da Neoenergia; confira
Divulgação/Neoenergia
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirma que a Neoenergia submeteu comunidades inteiras do DF a um regime contínuo de falhas no fornecimento de energia, criando o que o órgão classifica como verdadeiras “zonas de sacrifício”.
A expressão consta em despacho, obtido pela coluna Mirelle Pinheiro, que embasa o pedido de condenação da concessionária ao pagamento de R$ 86 milhões por danos morais coletivos.
Segundo o MP, essas regiões enfrentam interrupções crônicas, prolongadas e acima dos limites regulatórios da Aneel, ano após ano, sem que a empresa realize os investimentos estruturais necessários.
O documento aponta que a precariedade deixou de ser episódica e passou a ser estrutural, afetando diretamente a dignidade, a segurança e a vida econômica dos moradores.
O despacho divide as áreas afetadas em dois grupos de gravidade:
Risco crítico – estado de calamidade
• PAD-Jardim (área rural do DF)
Considerada o pior cenário do Distrito Federal. Em 2024, os moradores ficaram, em média, quase dois dias inteiros sem energia, com índice 231% acima do permitido.
• Vale do Amanhecer (Planaltina)
Região com falha crônica e contínua. O tempo de interrupção chega a quase o dobro do limite legal, mesmo após anos de reclamações.
Risco alto – violação persistente
Grande Colorado, Lago Oeste e Sobradinho (Região “Contagem”)
Três anos consecutivos sem cumprir as metas regulatórias.
• Paranoá
Interrupções sistemáticas acima do teto permitido desde 2022.
• Mangueiral
Houve melhora em 2024, mas ainda insuficiente para atender aos padrões mínimos.
• Sobradinho
Em alerta: aumento expressivo na frequência de quedas de energia no último ano.
Fonte: Metrópoles
